Cronica Longhi e Frantz: O Passado na Europa

Crônica das famílias Longhi e Frantz e sua parentela em Caxias do Sul, Brasil: Estórias e História
Volume III: o passado na Europa

Ricardo André Longhi Frantz
2015-2019

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Neste volume você poderá encontrar resumos sobre a história na Europa dos troncos ancestrais das famílias Longhi e Frantz de Caxias do Sul. Devido à ampliação do material o volume III foi dividido em seis partes. Na Parte 1 são apresentados um prefácio, onde são feitas considerações sobre o âmbito e limitações desta pesquisa, e seções sobre a história europeia das famílias que emigraram para o Brasil. Nas outras partes, descrevem-se as famílias que permaneceram na Europa.

Na Parte 1 estão as famílias que tiveram representantes emigrados para o Brasil: Artico, Brodt, Cecchini, Dal Piaz, Sartori de Vicenza, De Nadai, Formolo, Frantz, Gassen, Günsch, Longhi, Panigas, Paternoster, Pezzi, Rizzi, Rossi, Tomasoni, Vollrath, Weber e Zancaner.

Clique no link para abrir o arquivo: Parte 1

Na Parte 2 (lado paterno / Frantz) estão as famílias Agilolfing, Ahalolfing, Antigos Babenberg, Antigos Welf, Berthels, Betz, Biltz, Botzum, Burgúndios, Canters, Carolíngios, Cerdicing, Cornelissen, Cotta, De Boulogne (De Flandres), De Bruyn, De Eibiswald, De Ferrette, De Hamaland, De Hochstaden, De Laon, De Luxemburgo, De Spoleto, De Thurgau, De Uden, Dey, Eberharding, Eticônidas, Gerardidas, Gerharding, Geroldônios, Goderts, Herincx, Hermens, Icling, Immeding, Kielmann, Kuntzmann, Lething, Lips, Liudolfing, Merovíngios, Mucel, Muliers, Müller, Nicolai, Nouts, Novos Billung, Peeters, Pipínidas, Reigentanz, Reiniers, Rhön, Ros, Rossnagel, Schalbe, Schneider, Spreitzer, Suevos, Toetsteen, Trageser, Van der Beke, Van der Hoelt, Van der Poel, Van Geffen, Van Hal, Van Houbraken, Van Luik, Van Roetven, Van Weesp, Vlemincx, Waltriche, Weinmann, Wigeriche e Wiltens.

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Clique no link para abrir o arquivo: Parte 2

Na Parte 3 (lado paterno) estão as famílias Baerincx, Bertoluzza, Bluijssens, Busetti, Caret, Chilovi, Conzin de Casez, De Amervoert, De Boender, De Bont, De Gandis de Porta Oriola, De Greifenstein, De Leeuw, De Malgolo, De Pero, De Sanzenone, De Teylingen, Eelkens, Frasnelli, Friedrich, Geenen, Gislondi, Goetstouwen, Gosser, Heilmann, Hisse, Hoosmans, Huijberts, Mazui de Cazzuffo, Michiels, Negri de San Pietro, Omizzolo, Panizza, Pedroni, Persyn, Reboli, Roelofs, Schoenmakers, Schroevers, Spapen, Thijs (Mathijssen), Toffolon, Van Besouw, Van Broechoven, Van Cranenburgh, Van de Sande, Van Dommelen, Van Steen, Van Valkenburgh, Van Welhuÿsen, Verschueren, Weger, Wendel e Wise.

Clique no link para abrir o arquivo: Parte 3

Na Parte 4 (lado materno) estão as famílias Angeli, Avancini, Cainelli, Canestrini, Dal Sasso, De Marchi, Franch, Fugà (De Fugantis), Gembrin, Goris, Jaunici, Manfroni, Mosconi, Ongher, Poletti, Poli, Prandel, Puecher, Rauz, Rudelli, Sacchetti, Sartori de Croviana, Scriz, Tirindelli, Viezzer e Zanon.

Clique no link para abrir o arquivo: Parte 4

Na Parte 5 (lado paterno / Paternoster) estão as famílias Ahalolfing (2º ramo), Antigos Welf (2º ramo), Aribonen, Beber, Carolíngios (2º ramo), Dalpass, Dal Vit (Rolandini), De Cles, De Dardine, De Delsburg, De Ebersberg (Sighardinger), De Eppenstein, De Flandres (2º ramo), De Friesach, De Hamaland (2º ramo), De Heunburg (Geronen), De Sonnenburg, De Vornbach, Del Aus, Do Friuli, Engelberting, Esikonen, Eticônidas (2º ramo), Ezzonen, Hunfriding, Hupaldiner, Immeding (2º ramo), Liudolfing (2º ramo), Luitpolding, Macedônios, Maleinos, Marcolla, Marochi, Novos Billung (2º ramo), Phokas, Robertianos, Ruchelli, Skleros e Zanini. Num apêndice estão algumas famílias romanas que segundo as pesquisas recentes são ancestrais dos Frantz e dos Paternoster: Anicia, Avitia, Cornelia, Domitia, Ennodia, Julia, Ommatia, Pontia e Syagria.

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Na Parte 6 (lado materno) estão as últimas famílias ancestrais dos Rossi: Fieschi, De Lavagna, Obertenghi, Grillo, De Carrara, De Baone, Maltraversi, Candiano e Ruggeri. As famílias Rizzi e Cainelli (com todos os seus muitos troncos formadores) também são ancestrais mas já foram trabalhadas em outras partes.

Clique no link para abrir o arquivo: Parte 6

Crônica no Brasil
Para conhecer a história no Brasil das famílias imigradas, acesse o link abaixo.

Árvores genealógicas

Apesar de termos diversos ancestrais na nobreza e no patriciado, como o leitor irá ver nas árvores genealógicas disponíveis nos links abaixo, onde os fundadores de cada tronco ancestral são assinalados, quando nobres ou patrícios, com uma coroa (consulte a legenda das coroas), no início do século XIX todos os ramos que produziram os imigrantes já haviam decaído para a plebe. Todos os imigrantes de nossa família chegaram ao Brasil como plebeus, a maioria em condições difíceis, e salvo poucos casos, a memória de sua vida na Europa e de seu passado familiar se perdeu completamente. Partes muito significativas desse passado foram ressuscitadas através desta pesquisa, sustentada por substancial documentação, e ela constatou que a maioria dos troncos já não era nobre no século XVII. A causa dessas perdas de estatuto, quando foi possível determinar, muitas vezes foi uma acentuada decadência econômica, mas outras famílias renunciaram voluntariamente a ele para poder ingressar nos sistemas de governo comunal coletivo, participando dos Conselhos, cujo acesso em muitas comunas era vedado aos nobres, fenômeno mais comum nas famílias de origem tirolesa-trentina.

Abaixo seguem links para visualização de três imagens de grandes dimensões. A primeira traz a árvore dos ancestrais dos meus avós maternos Leda Artico e Alcides Longhi. A segunda, dos ancestrais de meu avô paterno Antônio Frantz, e a terceira, dos ancestrais de minha avó paterna Ida Paternoster. Clique nos links para ser redirecionado. Quando a imagem aparecer, clique nela para ampliação e regule o zoom do seu navegador para ajustá-la a um tamanho confortável para você. Os arquivos são grandes e pode demorar um pouco até carregar completamente com a imagem nítida.

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Árvore Artico e Longhi

Árvore Frantz

Árvore Paternoster (atualizada em 10 de setembro de 2019)

Também pode ser do interesse do leitor conhecer a árvore genealógica da heráldica Paternoster, disponível neste link.

Dos quatro brasões mostrados nesta página (clique nas imagens para ampliar), são inteiramente seguros o Artico e o Paternoster. Quanto ao Longhi, a priori não há razão para duvidar, tendo sido transmitido por parentes italianos ainda vivos, que disseram ser o brasão tradicional da família de Vermiglio, que é a nossa, embora os imigrantes não o tenham trazido para o Brasil, pois não sabíamos de sua existência até recentemente. Minha pesquisa provou nosso parentesco com esses italianos ainda vivos e também apoiou a autenticidade desse brasão, conforme pode ser constatado no texto contido na Parte 1. O Frantz é o mais incerto, mas segundo minha pesquisa há escassa chance de não termos direito a ele, embora seja necessário reconhecer que há uma possibilidade. No entanto, o filho do primeiro dos seus detentores legítimos atestados (é provável mesmo que o brasão já existisse há gerações antes dele), este filho, que viveu na mesma época do nosso ancestral Johann Adam I, tem uma fisionomia de extraordinária semelhança com os Frantz brasileiros, o perfil das duas famílias é bastante similar, os proto-brasileiros viviam em áreas muito próximas das áreas de presença da família armígera, e há uma regularidade onomástica na família proto-brasileira que é concordante e realmente típica da família armígera, Detalhes são dados no material textual na Parte 1.

Os outros brasões que constam nas árvores genealógicas são atestados por fontes bibliográficas e arquivísticas. Um ou outro são incertos, e são assinalados com um ponto de interrogação ao seu lado.

A confiabilidade dos achados

Quem quer que já tenha empreendido uma pesquisa de caráter genealógico saberá que os dados raramente podem ser tidos como absolutamente seguros, falando numa perspectiva inteiramente científica. A genealogia jamais é documentada com segurança absoluta, se vamos levar o significado da palavra absoluta ao pé da letra. Já diziam os romanos: Mater certa, Pater incertus. Ou seja, sobre a mãe sempre se tem certeza, mas sobre o pai, em muitos casos a incerteza se justifica. Isso vale especialmente para os períodos mais antigos, quando a documentação é muito mais frágil, mas mesmo em tempos recentes pode se tornar um aspecto relevante. A documentação pode atestar uma filiação adulterina como legítima, ou uma adoção dissimulada como uma filiação, e assim por diante. Estimar essa população pseudo-consanguínea tem sido difícil, mas calcula-se que haja na Europa uma taxa média de falsa paternidade de até 4,5%. Só isso basta para nos obrigar a manter uma salutar precaução contra as seguranças absolutas. Além disso, a documentação em tempos antigos é esparsa, muitas vezes é pouco confiável, está escrita em línguas diferentes ou em dialetos desaparecidos, usa termos técnicos que mudaram seu significado ao longo do tempo, e tudo isso pode causar muitos enganos de interpretação de palavras e passagens cruciais para a construção do verdadeiro sentido. Se os especialistas já se atrapalham e muitas vezes não chegam a um consenso, quando o pesquisador é amador os riscos se multiplicam por mil.

E este estudo é amador. Tenho um bom preparo técnico como pesquisador, mas genealogia não é minha área, e há uma séria deficiência no domínio de certos idiomas usados na documentação original, especialmente as fontes alemãs e holandesas. O tipo de pesquisa que fiz foi sumário e objetivo, buscando informação que pudesse ser suficiente para reconstituir a genealogia contida em umas poucas categorias (datas, locais, interpretação de nomes, relações de parentesco, cargos, títulos, tipos de patrimônio, formas de transmissão de herança, etc), cujo sentido foi rapidamente dominado nesses idiomas, mas me impediu de grandes aprofundamentos. Enquanto que fontes italianas, inglesas e francesas para mim são fáceis, e nas latinas dou para o gasto. E tive alguma ajuda externa para casos complicados, Tomei todos os cuidados que pude para evitar erros, o texto foi revisado múltiplas vezes, e de fato muitos erros foram corrigidos, alguns grosseiros, devo admitir, desde a primeira edição online em 2015. Felizmente em meados de 2019 o texto principal parece ter alcançado estabilidade, e é o que ofereço ao leitor. Algumas atualizações vêm sendo ainda feitas ocasionalmente, algumas trazendo até achados relevantes, como foi o caso da heráldica Paternoster e a origem dos Long de Ortisè, completados entre agosto e setembro, mas o grosso da pesquisa está encerrado.

Ao estudar várias famílias lancei hipóteses sobre parentesco com grupos homônimos que acabei tomando como certezas, em vista de múltiplas e sólidas evidências, embora uma prova direta não tenha emergido. Porém, ao longo desses cinco anos, comparando meu método com o de especialistas, creio ter aprendido a fazer uma análise prosopográfica do material arquivístico que, mesmo sendo elementar, devido aos meus conhecimentos limitados, me parece substancial e confiável. O que quero dizer é que a prosopografia tira evidências de relações onomásticas, patrimoniais, geográficas, estatutárias, sociais, econômicas e outras entre os indivíduos ou grupos homônimos estudados. Se o seu perfil resultante é muito similar, a indicação de parentesco se torna extremamente forte, e geralmente é tomada como uma "certeza prática" entre os historiadores, e assim, um tanto ousadamente, também fiz eu. Chega um ponto em que a histórica oculta, que não foi documentada explicitamente, se desvela diante dos olhos definindo os contornos da figura claramente. Daí é só comparar com os outros perfis de gente que tinha o mesmo sobrenome e vivia na vizinhança. Se o "nariz" de um é igual ou muito parecido ao do outro, parece claro que só poderão ser parentes de sangue. Em essência é assim que funciona a prosopografia, e essa análise é especialmente pertinente no estudo das épocas antigas, quando a sociedade tinha uma formação de classes rígida e o status social estava invariavelmente associado à riqueza e também geralmente à nobreza. Esses fatores condicionantes limitam significativamente a possibilidade de confusão entre homônimos não-consanguíneos de perfil diferente, automaticamente fortalecendo a probabilidade de parentesco genuíno entre os de perfil similar. Além disso, como não se pode fazer uma comparação de DNA entre as pessoas, que seria ideal, na falta de documentação direta e de prova genética definitiva, essa deficiência é em parte sanada pelo estudo da iconografia, que muitas vezes pode evidenciar nitidamente relações genéticas entre os grupos através da comparação dos traços fisionômicos dos seus membros. Em mais de um caso neste trabalho, depois de reunir várias evidências prosopográficas, também apelei à iconografia para arrematar a argumentação, e sua força como argumento foi evidente, como o leitor constatará por si mesmo. Enfim, se minha expertise amadora foi suficiente para evitar todos os erros importantes, é questão em aberto, pode ter restado alguns ainda não detectados.

Ao leitor cabe decidir o valor da informação, e a ele também cabe usar essa informação com prudência. Escrever a história é sempre provisório, uma visão dura só até acharmos um documento incontestável que a derrube. Mas se o material de apoio reunido for consistente e enquanto não surgir esse documento, para todos os efeitos práticos está valendo. Há uma grande quantidade de fontes profissionais de qualidade para embasar minhas teorias. Em muitos outros casos, porém, não restou nenhuma dúvida sobre o parentesco dos grupos estudados, sobrevivendo documentação direta. Essas diferenças entre certeza e incerteza estão sempre explicitadas no texto.

É ainda de dizer que algumas linhas foram reconstruídas em uma extensão excepcionalmente longa, uma delas chegando inclusive à Roma Antiga. As fontes usadas foram as melhores possíveis, sempre preferindo historiadores solidamente reconhecidos, mas a realidade dos ramos mais antigos deve ser tomada com uma precaução que deve aumentar à medida que o tempo recua, pois à medida que os elos aumentam em número aumenta a possibilidade de ter havido algum erro no meio do caminho, e aumentam mesmo as incertezas entre os especialistas. Isso reduz significativamente a probabilidade dos trechos mais remotos dessas árvores serem autênticos. No entanto, como eu disse, eu procurei boas fontes, mas preferi descontinuar as linhas quando elas se tornaram excessivamente frágeis, mesmo que em vários casos eu pudesse recuar ainda mais, pelo menos como especulação bem fundamentada. Por outro lado, há amplos trechos, alguns chegando muito longe - eu diria que são de fato a maioria nas três árvores apresentadas -, que são baseados em dados bem consolidados. Entre erros e acertos, é o que pude reunir, mais como o mapa que vai fazendo um aventureiro por um território antes inexplorado e cheio de caminhos perigosos.

E de qualquer modo, se não for tudo assim como parece, terá sido de alguma outra forma igualmente interessante, afinal, todos viemos de muitos alguéns lá de muito, muito longe, todos temos o sangue de reis e escravos, de heróis e vilãos, de todas as cores e todos os credos, somos todos uma mesma família muito antiga e diversificada, todos filhos das amebas de três bilhões de anos atrás….

Boa leitura!

Ricardo André Longhi Frantz
Agosto de 2019

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Esta obra é dedicada especialmente à memória dos meus quatro avós, tive a sorte de conhecer todos e conviver longamente com os maternos.

Aos ancestrais imigrantes, viajantes espantosos, fundadores de cidades, minha mais profunda admiração e respeito.
Aos meus pais e parentes.
À minha cidade de Caxias do Sul, o Berço da Colonização, a Pérola das Colônias.

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